Um paralelo entre "Moda dopamina" e "cultura SAPE"

Não é de hoje que a moda responde de maneira forte aos períodos traumáticos da humanidade. No período pós Primeira Guerra Mundial e controle da gripe espanhola vieram as flappers, mulheres jovens que abandonaram os espartilhos, diminuíram o comprimento das saias e cortaram os cabelos para viver a época animada do Jazz. Já após a Segunda veio o New look com Christian Dior e o retorno das silhuetas arredondadas e mais femininas evocando a Belle Epoque.
Bom, cá estamos em 2021 e dessa vez não seria diferente, em resposta à flexibilização das medidas sanitárias e um aceno ao longe de um respiro de normalidade pós pandemia de Covid, as pessoas sentiram a necessidade de uma moda mais otimista e empolgante e assim vem surgindo o movimento da "moda dopamina"

A Moda Dopamina, assim como o nome dado ao neurotransmissor responsável pelo humor e prazer, vem repleta de cores alegres, tecidos exuberantes e intensos e de roupas vestidas intencionalmente para trazer uma mensagem de otimismo ao mundo.
É a cor ajudando na necessidade de colocar para fora os sentimentos reprimidos e experiências adiadas.
Cor é um elemento muito forte quando se trata de moda.

Um outro movimento de moda que fez uso das cores para mostrar exuberância e alegria é a SAPE, (Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes)
Nascido por volta de 1920 no Congo, o movimento SAPE ou os sapeurs (adeptos e praticantes) adotaram as roupas dos colonizadores, como forma de mostrar à eles sua força e valor. Os trajes em estilo dandi ganharam a personalidade congolesa e se encheram de cores e detalhes, uma forma de resistência festiva.
Os sapeurs são uma jóia para os olhos e destoam fortemente do cenário de pobreza em que se encontram. Os trajes e acessórios são uma forma de rebelião contra as condições sócio-econômicas e trazem um pouco de esperança e alegria a comunidades que sofreram anos de violência e conflito.
O estilo quase foi proibido em 1980, mas ganhou força com Papa Wemba e se espalhou pelo mundo todo.
"a verdadeira arte reside na capacidade de um sapeur combinar a sua personalidade com o seu traje."
Tariq Zaidi para publico.pt
É a cor como forma de demonstrar alegria, força e resistência.
Ávida por mais imagens?
Abaixo confira alguns lugares onde você pode apreciar toda a beleza do movimento La SAPE congolês e também pelo mundo.
Nos vídeo clipes:
Losing you de Solange Knowles e Maître Gims - Sapés comme jamais
Ou simplesmente procurando pela #sapologie no Instagram, é clicar e receber uma surra de cor e beleza!
Fontes:
https://veja.abril.com.br/cultura/moda-dopamina-a-aposta-fashion-em-roupas-que-sao-pura-felicidade/
https://stealthelook.com.br/como-a-moda-reflete-tempos-de-crise/
https://istoe.com.br/3936_MODA+NOS+TEMPOS+DO+POS+GUERRA/
https://vogue.globo.com/moda/noticia/2020/05/reflexao-como-sera-moda-pos-pandemia.html
https://trendings.com.br/negocios/as-tendencias-do-mundo-da-moda-pos-pandemia/
https://veja.abril.com.br/cultura/moda-dopamina-a-aposta-fashion-em-roupas-que-sao-pura-felicidade/
https://www.mawon.org/post/você-conhece-la-sape
https://www.updateordie.com/2019/07/01/la-sape-uma-analise-sobre-as-camadas-e-os-contrastes/
https://en.wikipedia.org/wiki/La_Sape
https://www.bbc.com/pidgin/tori-54336665
https://www.dailymaverick.co.za/article/2020-10-10-la-sape-the-evolution-of-a-sartorial-subculture/
https://www.empiretextiles.com/blog/portfolio/la-sape-style/
https://www.empiretextiles.com/blog/portfolio/la-sape-style/
https://extraordinaryjourneys.com/sapeurs/











